GREVE DA POLÍCIA CIVIL DE MG NÃO TEM 100% DE ADESÃO

A greve dos servidores da Polícia Civil, iniciada nesta segunda-feira (20/06/16), afeta o funcionamento de alguns órgãos da corporação. No entanto, segundo a Polícia Civil, os policiais mantém a escala mínima na maioria dos setores o que impede que os serviços sejam totalmente paralisados.

Segundo registrou a reportagem do Hoje em Dia, a greve afeta a Central de Flagrantes (Ceflan), onde serão formalizados apenas os serviços de flagrante e TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), um de cada vez. Já no Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil, o inspetor Elvimar Monteiro diz que todos os 130 policiais estão paralisados.

O Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran) realizou vistorias, emplacamentos veiculares e exames para primeira habilitação de motorista apenas na parte da manhã. Apesar disso, o Detran estava funcionando normalmente sem nenhum atraso no atendimento a população. Já o Instituto Médico-Legal funciona normalmente.

Segundo o presidente interino do Sindpol-MG, Antônio Marcos Pereira, as ocorrências referentes a flagrantes, à Lei Maria da Penha, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, e ao Estatuto do Idoso terão prioridade nas delegacias. Ainda segunda a entidade, a expectativa é que a escala de funcionários seja mantida em 30%, conforme exigência legal.

A categoria pede equiparação salarial entre diversos níveis de servidores, reestruturação dos cargos e carreiras da Polícia Civil e recomposição do quadro de funcionários efetivos, com a convocação de classificados em concurso e abertura de novo processo seletivo. O sindicato diz que apenas para o cargo de investigador, há uma lista com mais de 1,4 mil aprovados na seleção realizada em 2014.

Respostas

A Polícia Civil informou que todos os órgãos estão funcionando parcial ou normalmente e que ainda divulgará um balanço dos impactos da mobilização dos policiais.

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) afirma que em uma reunião na quinta-feira passada (16/06/16), apresentou como proposta a garantia do pagamento integral do abono fardamento na folha de junho, que seria depositado no início do mês que vem. Foi anunciada também a criação de um grupo de trabalho para apresentar propostas aos policiais. No entanto, o Sindpol, diz que manterá a greve até a convocação de uma nova assembleia para avaliar a posição do governo. A assembleia ainda não tem data para acontecer.

A Polícia Militar não comentou os impactos da paralisação da Polícia Civil no trabalho da corporação.

Danilo Viegas
[email protected]
20/06/2016 – 14h03 – Atualizado 14h54

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