Os motoristas que circulam pela região devem seguir pela Alfredo Balena, Francisco Sales, Andradas, entrar na Bernardo Monteiro e pegar a Rua Domingos Vieira. Algumas linhas de ônibus também precisam fazer um desvio. Muita gente teve dificuldades no primeiro dia. A terapeuta ocupacional Maria Beatriz Orsini, de 44 anos, deu quatro voltas no quarteirão até conseguir entrar num estacionamento. “O retorno de quem vem da Andradas era na própria Bernardo Monteiro, mas ele foi fechado. Resolvi entrar por cima, mas está interditado. A única solução foi pegar a avenida na contramão para chegar do lado que preciso. Não entendo a necessidade dessa intervenção, pois é o trecho mais tranqüilo da região”, disse.
A novidade também não agradou ao dono do estacionamento, Raimundo Nilton da Penha Filho, de 28. Segundo ele, o movimento caiu. Com capacidade para 70 veículos, havia metade no início da tarde. “Muitas pessoas não conseguem chegar até aqui porque o caminho é contramão. O comércio local não foi informado sobre as obras”, afirmou. Ele teme que o bloqueio do acesso gere ainda mais congestionamentos no viaduto da Francisco Sales.
Mas houve quem gostasse da mudança. O representante comercial Miquerinos Gonzaga, de 48, não suporta o engarrafamento nos horários de pico. “Por volta das 17h30, o trânsito fica impossível. Tudo que é feito para melhorar é bom, principalmente se for para aumentar a fluidez até a Avenida dos Andradas”, relata. O também representante Marcos Renato Oliveira Almeida, de 26, acompanha de perto os transtornos no tráfego, pois trabalha em uma loja no trecho interditado. Ele também espera um desafogamento na Francisco Sales. O colega dele, Leonardo Martins Murta, de 28, concorda: “Obras em toda a cidade são necessárias, pois BH está caótica”.