No cruzamento das avenidas Carlos Luz e Coronel Oscar Paschoal, na Pampulha, as faixas pintadas nas duas esquinas estão com problemas. De um lado é quase impossível enxergá-las. Do outro, as faixas que haviam sido desativadas ao serem cobertas com piche ainda estão visíveis. O resultado é uma confusão entre o que ensinam os instrutores e o que exigem os examinadores do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) durante o exame. De acordo com o instrutor Alberto Duque de Oliveira, 33, funcionário de um Centro de Formação de Condutores (CFC) em Venda Nova, o desencontro de informações aumentou o índice de reprovação dos de seus alunos em pelo menos 25%.
“Por mais preparado que esteja um aluno, na hora do exame, o nervosismo pesa. Para amenizar o estresse, além, é claro, de um bom treinamento, os candidatos merecem fazer o teste em lugares que lhes ofereçam condições mínimas”, disse. Na segunda-feira, Oliveira levou a aluna Dunalva Soares Braga, 41, para treinar pela primeira vez no Mineirão. “O lugar é bem tranquilo, mas estou assustada com a falta de visibilidade das faixas em alguns pontos. Isso preocupa”, disse a candidata a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Instrutor de uma autoescola no bairro Alípio de Melo, João Pires de Souza, 35, afirma que a área de exame do bairro está completamente abandonada. Conforme Souza, os principais trechos de prova não tem sinalização de parada obrigatória ou faixa de pedestre.
“Um exemplo é a rua dos advogados. A via tem uma grande movimentação, inclusive com circulação de ônibus. No entanto, há poucas placas de parada obrigatória nos cruzamentos e a área acaba sendo um ponto perigoso para os alunos”. Segundo os instrutores que acompanharam a reportagem, os problemas da área de exame no Mineirão e no Alípio de Melo são os mesmos registrados no Barreiro, em Venda Nova e também no bairro Santa Inês. Em nota, a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou que irá fazer uma vistoria nos locais indicados para averiguar a necessidade de reforço na sinalização existente.. Confirmada qualquer falha, a empresa tomará as providências necessárias. O órgão informou ainda dispor de canais de comunicação para receber as demandas da comunidade. As sugestões podem ser feitas pelo telefone (3277-6500), via Internet (www.bhtrans.pbh.gov.br) ou nas regionais.
Legislação
Norma. O Código de Trânsito Brasileiro determina que o órgão ou entidade de trânsito com circunscrição das vias é o responsável pela implantação da sinalização, respondendo por sua falta, insuficiência ou incorreta colocação.
Números de BH
259 autoescolas funcionam em Belo Horizonte
172,8 mil é o número de candidatos a CNH por ano na capital
40,2 mil candidatos a motoristas conseguiram a carteira em 2008
878 mil pessoas possuem o documento de habilitação na capital
O delegado explicou que o candidato a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que parar em cima, depois ou passar direto da faixa de retenção, que determina parada obrigatória, comete falta gravíssima e é reprovado na hora. Conforme o delegado, rem relação as condições das placas, marcas e faixas horizontais nas vias das áreas de exame, o próprio Detran-MG avisa a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) sobre a necessidade de reparos ou trocas.
Normatização. As informações que regulamentam o trânsito no país, advertindo os usuários das vias, indicando serviços, sentidos e distâncias são classificadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).[NORMAL_A] A sinalização de trânsito tem o papel de informar e orientar os usuários das vias. Placas, inscrições nas pistas, sinais luminosos, gestos e sons compõem o código de trânsito em todo o mundo. (AS)