DEIXAR DE USAR A SETA PODE DAR MULTA E PROVOCAR ACIDENTES

Muita gente se esquece de que o uso da seta, além de ser importante para a segurança no trânsito, é obrigatório por lei. Sinalizar a conversão é uma forma imprescindível de garantir a segurança de todos nas vias públicas.

Mas grande parte dos motoristas deixa de sinalizar as intenções de manobras. Um estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP) comprova isso. Constatou-se que, em 2011, 42% das multas registradas foram pela infração da ausência de seta. O artigo 196 Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê multa nestes casos. A infração é grave e o motorista tem cinco pontos descontados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ultrapassagens, retornos, conversões, mudança de faixas e paradas devem ser sinalizadas pelo motorista com a seta. De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), a comunicação entre todos no trânsito ajuda a evitar acidentes. Além da seta, alguns gestos com as mãos também reforçam a troca de informações.

É fato que muita coisa do que os motoristas aprenderam nas aulas teóricas para a emissão da CNH foi esquecida. Mas vale lembrar: quando se depara com outro veículo, no qual o motorista estica o braço, esse gesto significa que ele vai entrar à esquerda. Já se ele dobra o braço em ângulo de 90 graus, ele vai entrar à direita. E fica sem compreender direito o que o outro condutor quer fazer. Muita gente não sabe que esses gestos reforçam e complementam o uso da seta, mas não podem substituir o uso desse dispositivo.

O uso do pisca-alerta é uma forma de alertar o motorista logo atrás sobre um possível problema mecânico, se houve acidente mais adiante ou se é preciso diminuir a velocidade por causa do congestionamento. ”Os motoristas precisam ter consciência para a importância da utilização correta da seta nas mudanças de faixa, conversões e ultrapassagens. Apesar da seta ser um dispositivo simples, a sua utilização incorreta ou sua não utilização quando necessário é motivo suficiente para causar acidentes. O trânsito é um espaço público de uso coletivo e de responsabilidade de todos. Por isso, as leis devem ser obedecidas a fim de evitar acidentes e mortes, além de contribuir para a fluidez no trânsito”, explica a engenheira Gisandra Faria de Paula, diretora de fiscalização de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF).

by Redação , 5 de agosto de 2015

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